Eu esqueço como é bom ter este blog. Jura que vou riscar o meu moleskine por qualquer coisa…
De qualquer forma, se eu tivesse que escrever o que eu sinto agora, seria exatamente o que o Neil Young canta no último volume dos meus fones:
Ficar maravilhada…
janeiro 17, 2012
I’m the champion
dezembro 29, 2011
“Tudo bem?”
Prefiro, normalmente, que nem me façam essa pergunta. Que ignorem a necessidade do retruco dela. Gosto de saber dos outros, de ouvir… falar de mim já não tem sido a parte favorita da conversa. É do vai e vem da vida. E se for parar pra pensar, o problema é sempre a saudade. Acho que a minha vida se baseia, nas partes ruins, em sentir saudade. Saudade do que se foi ou de quem se foi, pra não voltar. Minhas maiores dores vieram de perdas ou do medo das perdas. E parei de tentar medir qual dor doeu mais. Parei com muita coisa. Só assim consegui notar que estou bem. Sem alguns pedaços e com saudade, mas bem. E hoje eu fiquei feliz. Idiotamente feliz porque meu O- saiu das minhas veias e serviu pra alguma coisa. Engraçado como isso foi importante pra mim, como eu sorri quando soube que havia doado o máximo. Assim como ajudar uma cega a atravessar a rua ou explicar pra uma pessoa do interior pra que lado fica a rodoviária. Em dias assim eu me sinto ternamente feliz. Com saudades tuas, mãe, mas bem. E me sentindo uma pequena campeã… porque você ficaria com orgulho do meu dia.
Eu não te deixaria
Presa no passado
E arrumaria um jeito
Pra você estar ao meu lado de novo
Eu voltaria no tempo
Pra voltar pra ontem
Sem temer o futuro
E olhar pra hoje
Cheio de orgulho
Eu voltaria atrás do tempo
Eu voltaria atrás
Atrás do tempo
Os nossos erros
Seriam apagados
Nossos primeiros desejos
Ressuscitados
E de novo eu voltaria no tempo
Eu não te deixaria desistir tão fácil
E não te negaria nenhum abraço
De novo
Eu voltaria no tempo
Saudade, mãe… Será que tu sente que estou com saudade?
E mais uma vez eu descubro uma força que eu não sabia que existia, aqui dentro de mim.
eu costumo chamar todas as crianças de “anjo”. é uma das minhas melhores lembranças da infância: meu pai me chamando ou pedindo algo, usando o vocativo “meu anjo”. eu posso estar mais do que braba, mas sempre acabo chamando os alunos da escolinha de “anjo”. sem eles saberem, estou dando o melhor das minhas recordações para o dia a dia com eles.
sinto falta de ser chamada de “anjo”. e sinto falta do meu mais precioso anjo… daqueles olhos brilhantes e sorriso, que sempre me trouxeram paz.
o porquê do blog (what?) ter este nome…
outubro 21, 2011
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu
minha vida inteira foi assim. acho que a maior tristeza vem de quando não nos encontramos mais pra refazer o que se desfez… com aquela pessoa única, que nos faz falta simplesmente por ser ela.
Cara, manifestações sociais via Facebook/Twitter são um cu de rola. Que ódio que dá viver, às vezes.
Preciso caminhar.
